Funcionamento Físico e Prático
Os para-raios
são hastes metálicas que ficam conectadas a terra através de cabos condutores.
Essas hastes são colocadas nos mais variados tipos de edifícios, criando um
caminho para a passagem da descarga elétrica, ou seja, para a passagem
do raio. Por ser um objeto de metal, a sua presença aumenta a possibilidade da
ocorrência dos raios, assim sendo, é muito importante verificar se o para-raios
está montado corretamente e bem localizado, de forma que ele fique mais
atrativo que os possíveis alvos que o raio pode encontrar durante uma

Contexto Histórico
Para comprovar essas e outras
hipóteses, Benjamim Franklin teve inicialmente a ideia de colocar uma vareta de
metal no cimo de uma igreja em construção. Mas como a obra tornou-se demorada
na sua conclusão resolveu tentar outra abordagem. Contrariamente ao que é
normalmente relatado, Benjamin Franklin não correu pelo campo segurando um
papagaio no meio de uma trovoada pois como cientista que era sabia bem que
provavelmente morreria eletrocutado.
Assim, em 1752, na cidade de
Filadélfia, quando se aproximava uma tempestade e com a ajuda do seu filho,
instalou no seu quintal umas varetas de metal que estavam ligadas num lado a um
papagaio através de arame metálico e pelo outro lado a aparelhos no interior de
sua casa. Franklin pretendia provar a sua teoria de que a descarga do raio
atraída pelo arame conduziria energia eléctrica e poria os aparelhos a
funcionar. O resultado foi positivo e provou que as nuvens produziam
eletricidade.

Esta experiência levou à principal contribuição para a criação do para-raios. De facto Benjamin Franklin rapidamente se apercebeu que os elementos condutores que tinham uma ponta afiada conseguiam direcionar a carga eléctrica de forma silenciosa e em distâncias longas.
Imediatamente percebeu que
esta característica poderia ser usada como forma ideal para se proteger
edifícios, bastando para tal instalar barras de ferro verticais no topo dos
edifícios, banhadas a ouro para evitar a ferrugem, e de cada uma dessas barras
sairia um cabo condutor que seguiria pelo exterior do edifício até ao solo,
onde seria dispersada a carga eléctrica do raio.
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